Hoje
eu joguei o que era seu fora. Aquela camisa velha, seu CD de música
alternativa. Joguei fora também tudo que podia me fazer lembrar de você. Fotos,
músicas, rasguei os ingressos pro único show que fomos juntos. Queria que fosse
fácil te tirar de mim como foi fácil jogar fora todo e qualquer vestígio seu. Depois
de quase um mês e com a garrafa de vinho barato vazia jogada no chão do quarto,
eu admito: eu gostei de você. Gostei por causa da sua atenção, da sua falta de
cobranças e, principalmente, pela sua presença. Talvez seja por isso que sua
ausência ainda me magoa tanto. Desculpa por ter caído nessa de gostar de você,
mas logo passa. E já não fica nem rancor. Talvez um dia eu consiga olhar pra
trás e enxergar algum momento bom, mas por enquanto é só tristeza em cada
pedacinho meu. Ando feito bicho arredio,
fugindo dos lugares que você pode estar, fingindo uma alegria que eu sei que
não é minha. Mas acho que não chegou a ser paixão. Amor eu tenho certeza que
não era. Perdoa se, de fato, te fiz algum mal. Espero, um dia, poder te perdoar
também.
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