Enfim deu uns passos e parou à
minha frente. Olhei-o. Era apenas um cara. O castanho dos seus olhos me dizia
que não ir ser nada além do que um caso de uma noite. Sorri. Ele era apenas um
cara tomando coragem para falar com uma menina. Sussurrou em minha orelha meia
dúzia de palavras que ambos não se lembrariam daí a cinco minutos. Eu apenas
sorria. Éramos meros desconhecidos. Pediu, enfim, um beijo. Sem paixões, sem
razões, loucuras de momentos. Minha cabeça não estava ali. Argumentou. Disse
palavras que eu já tinha ouvido de outros. Que razões eu tinha para beijá-lo?
Que razões eu tinha para não beijá-lo? Tudo que sabia dele era sua visível
simpatia e sua boa aparência. Provavelmente nunca mais o veria. Me rendi. Seus
lábios buscaram os meus. Eu não fugi. Suas mãos percorriam meus cabelos. Eu,
surpreendentemente, não soube o que fazer. Fiquei ali rendida. Beijava-o. Por
um momento, esqueci-me do mundo, esqueci dos outros beijos. Nossos lábios se
soltaram e permanecemos abraçados. Falamos mais alguma coisa. Nossas mãos se
entrelaçavam e nos beijamos novamente. Olhou mais uma vez em meus olhos e saiu.
Aproveitou e levou parte de mim junto consigo. Daí em diante minha vida nunca
foi mais a mesma.
Acho q to meio viciada. É, Jess, já era...
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