quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Queria que as borboletas parassem de dançar balé dentro de mim toda vez que te vejo e passar a te ver como qualquer um. Queria parar de te por em um pedestal e de ter um mini ataque cardíaco com um simples oi seu. Queria me enjoar e parar de te levar a sério. Preciso tirar férias de você ur-gen-te-men-te! Te apagar da memória. Virar sua Clementine. (eu pensei em você enquanto via esse filme, mas achei melhor só comer brigadeiro).
Ah, também me lembrei de você ouvindo Taylor Swift. É, eu deveria saber que você seria um problema!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ó mar


Um pedaço de mar me invadiu e eu nem tava de biquíni. Me inundou. Um tsunami em mim. Sem aviso e sem precedentes. O mar saiu de mim e nem era verão. Nem tinha sol, nem quiosque, nem água de coco. Sem mãos dadas no entardecer. As ondas rolaram e não bateu uma brisa gostosa. O mar me inundou e me escapou. Como a areia escorre pelos dedos. E eu nem me dou muito bem em praia. Me pus em alto-mar, à deriva. Estou sem terra a vista.
O mar me inundou e me escapou. Sem prancha de surf, sem guarda-sol e sem protetor solar. O mar me inundou e eu continuo. E só.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Moço, xô te falar


Moço, hoje eu quis escutar sua voz e te dizer coisas. Cheguei a preparar um discurso e ensaiar de frente pro espelho. Moço, eu abri seu chat no facebook e digitei coisas. Pensei em sair pra te procurar e pra te perguntar o porquê disso tudo. Moço, eu te vi em 5 pessoas diferentes e descobri que lembro de você com um axé trash dos anos 90. Certeza que cê não lembra, né, moço? Nem deve se lembrar do que disse da última vez que me viu. Eu lembro e não, não foi gentil.

Moço, descobri que você me faz mal e que sua falta é pior. Não te ver é pior do que sua frieza. Moço, o que é que cê tem que me prende tanto? Me deixa ir embora, me deixa sair dessa prisão. Deixa, antes que eu diga as coisas que tão entaladas. Moço, hoje eu quis comer qualquer coisa e ver um filme ruim ao seu lado. Eu quis te dizer tudo que penso, mas, moço, nós dois sabemos que cê não tem vontade de me ouvir.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Tonight


Era mais uma noite de comemoração com os amigos. Ela se arrumou, pois precisava ficar bem com o espelho. As coisas não iam nada bem. Debaixo de tanta maquiagem, ela ainda era a mesma. Olhou-se mais uma vez e prometeu não mencionar nada do que tinha acontecido. Não aguentou quando ouviu aquela música e teve de ser amparada pelos seus. Um dia acreditou que conseguia não transparecer o que sentia.

Foi alvo de olhares. Evitou retornar. Desistiu. Havia algo maior, havia algo que sempre a fazia se deixar levar pela carência. Prometeu não mencionar nada, mas desde que saíra quebrara sua promessa. Beijou um cara que disse as mesmas coisas que já lhe disseram. Era só mais um e, definitivamente, não era ele. Ela já sabia o final da história, sabia que acordaria buscando lados bons e não achando. Sabia que o lado ruim era que não era ele. Não tinha o mesmo sorriso nem o abraço acolhedor. Aquele rapaz pediu o seu telefone, mas ela sabia que não ia receber nenhuma ligação. Durou sequer uma noite, talvez uma hora. E, definitivamente, não era ele. Voltou pra casa e não tirou a maquiagem. Dormiu. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Um bichinho chamado apego ou os foras que a vida nos dá ou ainda como perder seu rumo com uma frase curta


Cheguei da rua cheirando à cerveja. Isso quase nunca acontecia. Fui embora cedo. Queria ter me demorado mais, mas eu tinha fome. Como eu tinha fome.

O telefone tocou e eu ouvi meia dúzia de palavras que colocaram fim a uma história complexa. Fiquei sem chão. Me sentei. Precisava respirar. Tudo aquilo que foi construído, desabou. Fiquei levemente tonta e passei a não ouvir mais nada.

Um filme rápido passou em minha cabeça. Senti um gosto amargo na boca. Rapidamente, a canção alegre que tocava se transformou. Fiquei me perguntando por quê.

A gente se apega rápido a determinadas pessoas. Rápido demais. E muito. Fico me perguntando quando eu vou aprender a não criar expectativas em cima das pessoas. Em menos de 24 horas, ouvi mais não-fica-assim-esquece-vai-ficar-tudo-bem do que deveria. Cansei de ouvir você-vai-encontrar-alguém-que-gosta-de-você-sempre-tem-uma-tampa-pra-cada-panela, ignorando a questão das frigideiras.

Cheguei da rua cheirando à cerveja. Queria ter ficado mais. Queria não ter ido a lugar nenhum. Não senti mais fome. À priori, não senti mais nada.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Visão do inconsciente


Sonhei com você.
De novo.
Mas dessa vez foi diferente.
Não achei a frase,
perdemos o fim da história.
Ficamos parados no meio,
Nos perdendo um do outro.

Sonhei com você.
E não me fez bem.
Não me faz bem te ver.

Todos nos disseram onde o final da história está
Mas nós não soubemos achar.
901, me disseram.
Nunca presto atenção nos números.
Estava indo bem até você aparecer.

Sonhei com você.
Acordei mais confusa do que estava antes,
Do que já estive em toda minha vida.

Quietude


A vida seguia em caos. Tudo sem humanidade. No meio de tudo aquilo, ele resolveu se sentar. Inclinou a cabeça pra trás e respirou fundo, como se tentasse tragar o mundo para dentro de si. Olhou-me nos olhos, mas não disse uma palavra sequer. Senti-me fraca e sentei-me ao seu lado, recostando minha cabeça em seu ombro. Senti seus batimentos cardíacos e o ritmo da sua respiração. Beijou-me na testa. O mundo, enfim, estava bom de novo.

domingo, 26 de maio de 2013

vontades



Que vontade de caber no seu abraço,
De te fazer cafuné
E de te arrancar um sorriso.
Que vontade de ficar calma, tranquila e leve.
Que vontade de caber no seu abraço
E de ter o mundo todo ali.
Que vontade de te despentear
E de te ouvir contar uma piada sem graça.
Que vontade de ser dona do seu abraço,
De me sentir protegida e desejada.
Vontade de me sentir mais mulher.
Que vontade de ser cafona,
De deitar na grama
E de assistir um pôr do sol.
Que vontade de fazer um piquenique
Numa tarde azul de domingo.
Que vontade de segurar sua mão,
De suar frio,
De ter a perna bamba
E borboletas no estômago.
Que vontade de te arranhar
E de cantarolar no seu ouvido.
Que vontade de caber no seu abraço
E acabar com o frio.
Que vontade dos arrepios e dos seus beijos.
Que vontade de caber nesse seu abraço,
De me embaraçar
E de fugir de todo o resto.
Que vontade de ser só de você.

back to black


E toda vez que eu volto pra casa,
Eu juro a mesma coisa.
Sinto uma espécie de aversão,
De asco disso tudo.
Uma vontade de fugir dos seus braços.
Eu jurei novamente te evitar,
Conhecer alguém novo,
 Levar a vida adiante.
De novo eu sinto nojo de seu rosto,
Do seu sorriso bobo
E do seu toque.
A cena em looping na minha cabeça.
Tudo de novo.
Dura até eu ir pra cama
Até pouco antes de eu cair no sono
Até pouco antes de sonhar com você.


domingo, 24 de março de 2013

nota mental


É difícil ver que você tocou a vida
Enquanto eu continuo estacada no mesmo lugar.
Tento sair da sua vida magnífica
Mas acabo me entregando cada vez mais.
Eu queria tanto ter ficado em casa naquela noite,
Queria não ter rido da sua piada sem graça,
Queria não ter deixado você me tocar,
Queria não ter te conhecido.
O ar me falta em meio a essa confusão
Queria nunca mais ter te visto
Mas o que eu mais quero é justamente ter você aqui.




P.S.: Nota mental pra próxima vida: ser mais competente na próxima paixão

sexta-feira, 22 de março de 2013

Domingo cinzento


Os olhos continuam a transbordar
Um tsunami no olhar.
Chuva como a que ensaiava cair.
Olhava pela janela
E o domingo estava inteiramente cinza.
E se me vir por dentro,
Estarei cinza também.
Alguns são cor-de-rosa
Eu sou cinza.
Por favor, não me peça para ser otimista
Não me diga que vai ficar tudo bem.
Bastava dar certo uma vez,
Mas é tão difícil quanto a matemática.
É tudo questão de sorte
E eu ando tão desgostosa com a vida...

sábado, 16 de março de 2013

3:00 A.M.


3 da manhã de sexta-feira
Um dia longo pela frente.
E meus olhos continuam abertos,
Esbugalhados.
Na madrugada quente,
Sentindo frio,
Sentindo ausência.
5 da manhã
E eu finalmente caio no sono
Tenho um sonho ruim
Acordo com a cama molhada de suor
E eu ainda sinto frio.
Amanhece e logo o despertador toca.
Bom dia. Hora de levantar.
Esquecer os medos e os problemas.
Relaxa, a vida segue.

domingo, 3 de março de 2013

Domingo


Era um domingo preguiçoso, desses que a única distração é a rede social onde todos estampam sua felicidade. Um amigo pede um texto. Olho pra tela em branco sem surgir sequer uma ideia. Converso com uma amiga. Ela me manda uma música de amor. Eu resolvo continuar a olhar para a página em branco. Nesse momento, tudo parece mais interessante. A rede social onde todos precisam estampar sua felicidade estava aberta. Distração. Felicidade alheia a um clique. Uma declaração aqui, uma foto ali. Me peguei em perfis diversos. Invejei o cabelo da moça. Me olhei no espelho. Tentei entender e não consegui. Voltei ao meu perfil, desejei uma ideia para o texto do meu amigo. Ri de algumas piadas. Continuei sem entender algumas coisas. Liguei a TV. Continuou a ser um domingo preguiçoso.

E a música que a Mariana me mandou:

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Abrindo os olhos


Suas poucas palavras confirmam o que eu há muito suspeitava
Descobri que te perdi.
Seu silêncio ecoa na minha mente vazia.
E eu nem sei onde eu errei.

Fazem noites que não durmo
E meus olhos,
Mesmo com olheiras,
Ainda brilham a ouvir seu nome.

Minhas mãos ainda suam frio
E borboletas continuam a dançar no meu estômago
Enquanto eu vejo o que há muito desconfiava.

Beijos com sabor amargo,
Cachos que se espalham pelo ar,
Olhares fugidios
E eu sem nem saber onde errei.

Agora eu fico só em meio a multidão.
E só.
Fico acordada durante a noite
Tentando controlar meus insetos interiores.
Durante a madrugada, cá estou eu com o que me resta,
Maldizendo as borboletas.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A tela da TV


A cena que choca e te deixa sem ação.
A TV transmite a desgraça,
A tristeza toma conta do clima.
Tudo cinza, tudo escuro.
Tragédia, morte, destruição.
O pânico cobre o país.
A TV não transmite um simples filme de terror.
A vida que assusta,
Gente como a gente.
Gente que se foi.
A TV mostra a realidade
Mostra a crueldade.
Gente como a gente.
Poderia ter sido eu.
Eu não acredito no que vi.
Gente como a gente
Que só buscava ser feliz.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

“Se for pra sempre, seja breve...”


Enfim deu uns passos e parou à minha frente. Olhei-o. Era apenas um cara. O castanho dos seus olhos me dizia que não ir ser nada além do que um caso de uma noite. Sorri. Ele era apenas um cara tomando coragem para falar com uma menina. Sussurrou em minha orelha meia dúzia de palavras que ambos não se lembrariam daí a cinco minutos. Eu apenas sorria. Éramos meros desconhecidos. Pediu, enfim, um beijo. Sem paixões, sem razões, loucuras de momentos. Minha cabeça não estava ali. Argumentou. Disse palavras que eu já tinha ouvido de outros. Que razões eu tinha para beijá-lo? Que razões eu tinha para não beijá-lo? Tudo que sabia dele era sua visível simpatia e sua boa aparência. Provavelmente nunca mais o veria. Me rendi. Seus lábios buscaram os meus. Eu não fugi. Suas mãos percorriam meus cabelos. Eu, surpreendentemente, não soube o que fazer. Fiquei ali rendida. Beijava-o. Por um momento, esqueci-me do mundo, esqueci dos outros beijos. Nossos lábios se soltaram e permanecemos abraçados. Falamos mais alguma coisa. Nossas mãos se entrelaçavam e nos beijamos novamente. Olhou mais uma vez em meus olhos e saiu. Aproveitou e levou parte de mim junto consigo. Daí em diante minha vida nunca foi mais a mesma.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Distância


De longe eu te avistava,
Agora te ver já não é tão bom.
Voltamos a ser meros desconhecidos
E eu juro que eu não te conheço mais.
Tudo bem:
Há tanto tempo eu não me reconheço mais.

Estamos há dois passos
E trocamos apenas um par de palavras
E pensar que um dia
Eu ganhei sorrisos seus.

Estamos há dois passos
Mas a vida nos pôs tão distantes.
Hoje eu me entrego,
Mas não faz mais diferença.

Somos pouco mais que crianças
Mas há muito não somos os mesmos
Há muito você não se interessa.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Resoluções de ano novo


Quero menos choros de saudade
E mais abraços de encontro.
Mais festas, mais amigos,
Mais amores, mais sorrisos.
Quero minha vida repleta de coreografias sem sentido,
De beijos,
De boa comida e boa bebida.
Quero comemorar com a família,
Quero bons shows
E muitos cafés da tarde.
Quero brindes, presentes e viagens.
Quero o melhor abraço do mundo
E a risada mais gostosa.
Quero músicas novas e bons livros.
Quero um grande achado.
Quero sentir aquele perfume.
Quero nada mais que tudo.