Não é que eu não goste de casais apaixonados. Eu até choro lendo romances e vendo comedias românticas.
Acontece é que eu tenho preguiça. Muita preguiça. Parece que saem coraçõezinhos
por aí. Ok, admito: tenho uma pontinha de inveja. O negocio é que eu sempre estou sozinha. Será
que eu sou assim tão estranha?
Uma vez recebi um conselho de que talvez eu devesse escolher
menos. Sim, talvez o problema esteja comigo. Talvez. Mas talvez não seja eu que
escolha demais.
Eu já não espero um homem perfeito. Aliás, eu não acho que
exista alma gêmea. Pelo menos não para todos. Tem muita gente sozinha e não é
por opção.
Será que existe alguém pra mim? Talvez eu o encontre em um
dia desses. Provavelmente, eu estarei desarrumada, de cabelo assanhado e com
cara de sono. Talvez ele não se importe. Talvez.
Talvez eu já o tenha encontrado. Numa esquina qualquer, na
rua, no caminho pra aula... Talvez eu estivesse desarrumada e não chamei sua
atenção. Talvez. Já pensou? Talvez a gente nem tenha se reconhecido.
Talvez ERA pra eu o ter encontrado. Naqueles cinco minutos
que atrasei. Se tivesse saído na hora, talvez tivesse esbarrado nele. Ou naquele
dia que sai mais cedo. Ou quando não prestei atenção na rua. Ou ainda quando eu
mudei o caminho. É... Talvez.
Agora, convenhamos: se realmente existir alguém pra mim,
qual a probabilidade de darmos certo? Espere até ele me ouvir reclamar e me ver
de TPM.
Ok. Eu deveria me controlar e ele também. Tem gente que fica
a vida inteira junto. Por que comigo daria errado?
Tem gente que não consegue manter um relacionamento. Por que
comigo daria certo?
Devo ser especialista em paixões platônicas. Estas não deveriam
ser consideradas paixões. É só um modo tosco de ruborizar quando se vê alguém e
não conseguir falar nada. Vai por mim: não é nada bom.
Por que não tento fazer acontecer? Desculpe, mas é difícil tomar
alguma atitude com a cara queimando de vergonha. Aliás, não acho que é meu
dever ter atitude. Desculpe, é o que eu acho.
Paixões platônicas não me ajudam em nada. É a única coisa
que tenho certeza de afirmar hoje em dia. Mas antes que vocês digam alguma
coisa, sim, eu ainda acredito no amor. Quem sabe, não é?
Doze de junho. Dia dos namorados. Reza a lenda que as
pessoas comemoram alguma coisa nesse dia. Reza a lenda.
P.S.: Juro que a intenção era acabar o texto há uns dois parágrafos. Na verdade, o texto não tem um “i” do texto que eu pretendia, mas o grand finale vai ser o mesmo. Com vocês, uma música pra ilustrar e um grande abraço de dia dos namorados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário