terça-feira, 26 de junho de 2012

Fixação


Detesto o gosto de álcool. E cheiro de cigarro. E filmes cults. Detesto muito mais gente pseudo-cult. E os pseudo-bêbados.  Gente pseudo alguma coisa de forma geral.  Por que tanta gente precisa vender um estilo de vida que não é seu?

Confesso que muitas vezes não estou satisfeita comigo: Detesto o meu corpo, o meu cabelo (por que não sou como a Jennifer Aniston?) e minha inteligência abaixo da média que não me deixa entender, entre outras coisas, o porquê de tanta gente vender um estilo de vida que não é seu. Às vezes, pode acontecer de eu vender um estilo de vida que não é meu. Não sou a melhor pessoa do mundo.

Necessito ter o controle da situação. Detesto me apaixonar. Perco o controle. A direção. As estribeiras. Acho um saco pensar o dia todo em alguém. O dia todo.  Sonhar com o mesmo alguém todas as noites.  É como se tudo que eu fizesse, ganhasse uma parcela de você. E, a cada dia, essa parcela tem que ser maior.

Mas como fazer pra parar tudo isso? A única certeza é que seu olhar me faz bem.  Suas palavras, sua voz. E você nem era isso tudo no começo. Não tem nenhum botão de desligar? Ah, deve ser minha cabeça que anda meio vazia....

terça-feira, 12 de junho de 2012

Happy Valentine's day


Não é que eu não goste de casais apaixonados.  Eu até choro lendo romances e vendo comedias românticas. Acontece é que eu tenho preguiça. Muita preguiça. Parece que saem coraçõezinhos por aí. Ok, admito: tenho uma pontinha de inveja.  O negocio é que eu sempre estou sozinha. Será que eu sou assim tão estranha?

Uma vez recebi um conselho de que talvez eu devesse escolher menos. Sim, talvez o problema esteja comigo. Talvez. Mas talvez não seja eu que escolha demais.

Eu já não espero um homem perfeito. Aliás, eu não acho que exista alma gêmea. Pelo menos não para todos. Tem muita gente sozinha e não é por opção.

Será que existe alguém pra mim? Talvez eu o encontre em um dia desses. Provavelmente, eu estarei desarrumada, de cabelo assanhado e com cara de sono. Talvez ele não se importe. Talvez.

Talvez eu já o tenha encontrado. Numa esquina qualquer, na rua, no caminho pra aula... Talvez eu estivesse desarrumada e não chamei sua atenção. Talvez.  Já pensou? Talvez a  gente nem tenha se reconhecido.

Talvez ERA pra eu o ter encontrado. Naqueles cinco minutos que atrasei. Se tivesse saído na hora, talvez tivesse esbarrado nele. Ou naquele dia que sai mais cedo. Ou quando não prestei atenção na rua. Ou ainda quando eu mudei o caminho. É... Talvez.

Agora, convenhamos: se realmente existir alguém pra mim, qual a probabilidade de darmos certo? Espere até ele me ouvir reclamar e me ver de TPM.

Ok. Eu deveria me controlar e ele também. Tem gente que fica a vida inteira junto. Por que comigo daria errado?

Tem gente que não consegue manter um relacionamento. Por que comigo daria certo?

Devo ser especialista em paixões platônicas. Estas não deveriam ser consideradas paixões. É só um modo tosco de ruborizar quando se vê alguém e não conseguir falar nada. Vai por mim: não é nada bom.

Por que não tento fazer acontecer? Desculpe, mas é difícil tomar alguma atitude com a cara queimando de vergonha. Aliás, não acho que é meu dever ter atitude. Desculpe, é o que eu acho.

Paixões platônicas não me ajudam em nada. É a única coisa que tenho certeza de afirmar hoje em dia. Mas antes que vocês digam alguma coisa, sim, eu ainda acredito no amor. Quem sabe, não é?

Doze de junho. Dia dos namorados. Reza a lenda que as pessoas comemoram alguma coisa nesse dia. Reza a lenda.


P.S.: Juro que a intenção era acabar o texto há uns dois parágrafos. Na verdade, o texto não tem um “i” do texto que eu pretendia, mas o grand finale vai ser o mesmo. Com vocês, uma música pra ilustrar e um grande abraço de dia dos namorados.


Hoje a tristeza veio me visitar
Me contou que pretende me matar
Aos poucos
Levar um pouco de mim a cada dia.
E você?
Onde está?
Eu me abriria pra você
Se eu pudesse,
Se você me permitisse.
As lagrimas caem
Sem um porquê aparente.
E só agora me dou conta
De quão feio foi o dia,
Combina perfeitamente com o que eu sinto.
E a cozinha me parece
Tão atraente...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Carência

              Alguém deveria me ensinar como se cura a carência. Droga! Tá ficando cada vez mais difícil.
              Faz muito tempo que eu me prometi que eu não iria mais pensar em você. Mas a imagem de nós dois não sai mais da minha cabeça. Droga! Tá ficando cada vez mais difícil.
              O clima vem ficando cada vez mais desfavorável: inverno, carência e solidão. E saudade. Os casais apaixonados nas ruas e alguém me pedindo um sorriso também não ajudam muito. Droga! Tá ficando cada vez mais difícil.
              Alguém deveria me ensinar como curar a carência. Sem ter que me arrepender depois. Alguém deveria me dizer que vai ficar tudo bem. E me oferecer um ombro. E um colo. E um abraço. E (por que não? Quem sabe?) um pouco de amor.
              Enquanto esse alguém não aparece, vou ficar aqui, pensando em uma maneira de não mais pensar em você, do frio se amenizar e esperar até outra obsessão começar.