segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Guardado


Guardei suas palavras na gaveta
Mas não as tirei da cabeça.
Guardei para não esquecer,
Para não as perder.
Para redescobri-las hoje
Em meio a papeis irrelevantes
 E contas a pagar.
Guardei para que se misturassem a mim.
Para que eu aceitasse que,
No fundo, suas palavras são eu também.
Guardei-as de um modo diferente
Que eu guardei meu choro,
Que tentei guardar minha dor.
Guardei com o sorriso mais bonito
E com o olhar mais encantador
De modo que, um dia,
Eu possa descobrir que tudo isso está num lugar só.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Peças da vida


É como se a vida quisesse me pregar uma peça.
Como se eu precisasse bater, de novo, a cara na parede.
Hoje eu descobri que preciso de um abraço seu.
Hoje.
Quanto tempo faz?
Vou fingir que não me lembro.
Ontem à noite,
Não consegui dormir pensando em tudo que houve entre nós
E descobri que talvez eu precise de você. 
Justo agora que era só eu...
E que estava bem assim.
É como se a vida quisesse brincar comigo.
É como se eu não tivesse sofrido o suficiente.
É como se a gente não tivesse encerrado.
É como se eu precisasse sempre me apaixonar

domingo, 28 de outubro de 2012

Revival


Estranho voltar a pensar em você
Justo agora que estamos tão diferentes.
Estranho buscar seu sorriso e o toque da sua pele.
Em uma vida nova, um retrocesso.
Lembranças do futuro que não foi:
Suas mãos não encontrarão meu corpo.
E nossos lábios não se tocarão.
Estamos há poucos passos.
E, dentro de mim, me vem um turbilhão
Enquanto olho pra você e te vejo, assim, sereno.
Será algum tipo de delírio?
Meu corpo já não me responde.
Quero apenas voltar no tempo.

sábado, 15 de setembro de 2012

Amor ideal


Não quero amor de beijos performáticos, de promessas que não serão cumpridas, de provas que só são de boca para fora.
Não quero abraços frios, provocações, ciúmes.
Não quero um amor de fim de semana, de porta de escola, de corredor.
Não quero amor de cinema, nem de novela.
Não quero amor de lanchonete, pracinha, porta de igreja.
Não quero um amor que escreva grandes canções,
Não quero aquele amor sufocante, cheio de ligações e mensagens.
Nem muitas demonstrações públicas de amor.

Quero um amor que surpreenda, que seja espontâneo, doce, leve.
Quero um amor que faça as pessoas sorrirem e não terem inveja.
Quero um amor na medida.
Quero um amor que goste de livros, música, poesia e filmes de comédia.
Quero um amor que me elogie, quando eu precisar de um elogio.
Quero um amor que tome chá. Mas que não tome só chá.
Quero um amor que saiba fazer cafuné, que dê abraços seguros e beijos incríveis.
Quero um amor que admita quando está errado, que chore, que ria, que brinque, que brique, que saiba pedir perdão.
Quero um amor, acima de tudo, real.


E pra trilha sonora, recomendo todo o CD do filme Querido John. Ah, e o filme também.
Deixo a que tem tocado mais no meu mp3:

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A sala de espera

A menina chegou e afundou-se em uma cadeira da sala de espera. Detestava esperar. A sala estava quase cheia e a televisão ligada. As vozes das outras pessoas suplantavam o áudio da TV. Tentou prestar atenção. Murmurou que preferia ver o jornal. Não sabia se tinha mais medo ou mais dor. Aquela menina era eu. Naquela sala de espera, eu era uma criança amedrontada. A cabeça girava. Talvez sentisse mais medo do que dor.

A sala foi ficando cada vez mais cheia. Aquele tipo de situação me constrangia. Resolvi me concentrar e tentar ouvir o barulho da TV. Palhaços. Preferia o jornal.



Meu sono aumentava à medida em que as pessoas eram chamadas. A sala foi ficando vazia. Minha barriga foi ficando gelada. 



Havia um senhor que não parava quieto. Ria, andava. Parecia nervoso. Mais que eu.



Me revirei mais uma vez na cadeira. Cantarolei, mentalmente, uma canção qualquer. Nada adiantava.



Era uma bobagem estar nervosa. Eu já sabia o que o médico ia dizer e que remédio ele me daria. Bendita internet.



Bati meu pé no chão insistentemente. Num piscar de olhos, fiquei só na sala. Comecei a me lembrar daquele sorriso. Por um instante, fiquei tranquila. Por um micro-segundo. E foi o máximo que consegui me acalmar.



Dei um pulo. Não podia me acalmar me lembrando daquele sorriso. Justo AQUELE sorriso. Não era certo. Fiquei ali me censurando por mais alguns instantes. Embebida em meus pensamentos. Ali, sentada naquela cadeira desconfortável, envolta em meus medos. Todos eles. Até que a secretária gritou meu nome. Enfim seria atendida.

sábado, 25 de agosto de 2012

Poema da alvorada


Às vezes, é preciso acreditar no amor
Mesmo quando o mundo parece que vai desabar.
Às vezes, é preciso acreditar no amor
Como é preciso admitir erros e dores.
Às vezes, é preciso acreditar em coisas
Que o mundo parece ignorar.
Hoje, me parece preciso buscar seus olhos
E aquele sorriso tão seu.
Me parece necessário jogar conceitos pro ar
Admitir minha paixão tão reprimida
E ver o lado doce da vida.




P.S.: aí vai uma música pra embalar o dia.

domingo, 19 de agosto de 2012

Você prefere ter razão ou ser feliz?


Juro que procurei no Google pra ver se achava o autor da frase. Parece coisa da Ana Maria Braga ou de um livro de autoajuda qualquer. 

De toda maneira, é uma daquelas frases que parecem falar uma coisa aparentemente profunda, mas analisando bem, não passa de um daqueles clichês que aceitamos sem pensar.

À primeira vista, me parece ser uma das frases pra mostrar que as coisas simples da vida que valem a pena. Ser feliz é mais importante que tudo e blá, blá, blá. Não que eu discorde, mas enfim.

Mas porque diabos tenho que escolher? Por que eu não posso ter os dois? Pra mim, esse negócio de ter isto ou aquilo só fica bem em poema da Cecília Meireles. 

Se eu prefiro ter razão ou ser feliz? Na dúvida, eu fico com a sorte. 

Eu sou controladora, obsessiva, compulsiva. Se eu preciso ter razão? Claro que sim.

Ao mesmo tempo em que sou insegura com relação a relações e pessoas.  Busco a felicidade em cada passo. De forma geral, acho que o ser humano busca a felicidade. Sim, Louro José, eu preciso ser feliz.
Mas se eu não tiver a razão, dificilmente conseguirei ser feliz. Pra mim, razão e felicidade andam juntas.

Pode até ser que a vida não me reserve nem razão nem felicidade, mas no fundo, eu prefiro tentar ter as duas.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Razão, sorrisos e olhares


Não sei bem se acredito em destino, sorte, horóscopo e tudo mais. Acho que tudo ocorre por uma razão, tudo tem uma lógica, mesmo que, à primeira vista, a vida não pareça ter sentido.

Imediatamente me lembro de que lágrimas já rolaram na minha face sem eu mesma saber o porquê. Ele tinha mais motivos. Mas e eu?

Ele me ensinou a gostar de brilho nos olhos e sorrisos. Eu passei a procurar os olhos e os lábios dele em todos os lugares. Foi então que ele me disse tchau.

A vida me trouxe e me tirou pessoas. Creio que tudo tem uma razão. Mesmo que eu não saiba qual é. Tudo tem uma lógica. Talvez esta seja divina.

Ele foi o único pelo qual chorei, mas não é ele que tem habitado meus sonhos. Não mais. Ele deu espaço a “um querer- não querer” que vem me atormentando cada vez mais. Ele me disse tchau e meu mundo foi ao chão. Busquei o brilho do seu olhar em outros olhos e acabei achando um sorriso que me faz corar toda vez que vejo.

Olhando de fora, é impossível entender porque eu me apeguei tanto assim. Talvez seja uma dessas coisas que tem uma lógica indecifrável. Talvez a razão seja você.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ai de mim que sou romântica!


A vida acadêmica me trouxe uma professora um tanto quanto arrogante de sociologia. Deve ter sido a primeira vez que tive uma aula de sociologia de verdade. Uma vez, a tal professora disse que não há pressão da sociedade perante o casamento. Não creio que uma cidade universitária seja assim tão avançada. Talvez ela ache que não pertence ao Brasil. Ou ao planeta Terra.

Sinceramente? Que mulher nunca se sentiu chateada por ser solteira? Acho que é sim muita hipocrisia da sociedade aceitar um homem que nunca quis se casar e ter tanto preconceito em relação às mulheres. Ô fessora, basta só olhar pela janela pra ver que a nossa sociedade é machista sim.

Não sou diferente. Acho que nunca consegui esconder de ninguém que sou romântica. E, sim, eu quero me casar. É óbvio que quando me imagino entrar na igreja, não vejo rosto no “meu noivo”.

A ideia de casamento me tocou vendo o clipe novo do Marcelo Jeneci, Pra sonhar. Um clipe todo fofinho, escancarando felicidade de vários casais por aí.

Hoje de manhã eu acordei de lápis de cor e papel na mão com uma vontade imensa de desenhar... vestido de noiva. Que me desculpem as moderninhas! Eu sou romântica.

Enquanto o lápis corria pelo papel, eu pensava que provavelmente nunca iria usar um vestido como aquele: segundo dados não oficiais, eu acho, existem mais mulheres que homens e desses homens 10% são gays. 

Ou seja, só sobram 90% que são disputados a tapa. Dentre esses, devem existir uns 15% que não querem relacionamento sério. Olhando pro espelho, vejo que existem mulheres muito mais interessantes que eu.  Desculpa aí, galera da autoajuda. Eu penso assim.

No fim só posso concordar com a Rita Lee: Ai de mim que sou romântica.

P.S.:  que tal meu talento desenhístico? hahaha

terça-feira, 31 de julho de 2012

Top 10 e um blog com cara nova

Ando com um bloqueio criativo. É que tô preocupada com umas coisinhas importantes por agora. Mas tô sempre embalada por música. Aqui vão algumas que tem me embalado ultimamente:

1) Velha e Louca, da Mallu Magalhães. ( que é impossível ouvir sem lembrar da Fabíola)
Eu nem sou fã da Mallu, nem nada. Mas essa música vem rolando sempre no celular

2) Pra sonhar, do Marcelo Jeneci
A música mas ternura da playlist. Venho ouvindo ela há um tempão, mas ela não sai da minha cabeça. O clipe é novo ainda  e como é lindo. Dica pros apaixonados. *--*

3) Pumpkin Soup, da Kate diva Nash
A música rolou muito tempo atrás no mp4, mas tem voltado bastante. Com um clipe bem fofinho também. Sem mais: Kate é diva ;D

4) Nosso Pequeno Castelo, d' O Teatro Mágico 
Depois de "Quermesse" (que precisa urgentemente de clipe) é a melhor música do CD novo a banda. Clipe na praia, todo alegrinho. Como não amar?

5) Time After Time, do Quietdrive
Sim, um cover. Assim como a Kate, a música tá voltando à minha playlist. A versão original, com a Cindy Lauper,  é diva também. Amando as duas.

6) De fé, da melhor banda do mundo   do Engenheiros do Hawaii
versão original e acústica. Não consigo viver sem a voz do Humberto.

7) Cry me out, da Pixie Lott
Pixie manja de música chiclete, né? É essa que tem ficado mais na minha cabeça ultimamente.

8) I believe in a thing called love, do The Darkness
Uma pitada de rock'n roll. Quero uma camiseta com o nome da música. Fica a dica ;D

9) Kiss me again. do We are the in crowd Feat. Alex Gaskarth 
o Alex é do All time low, a banda "coloridinha" que eu gosto. Mas a música é boa, diz aí.

10) Boys don't cry, The cure
como não cantar junto? Booooooooooys dooooon't cryyyyyyyyyy

Qual a opinião de vocês?
E aqui temos 10 músicas que andam na minha cabeça. E um blog repaginado.
Agradecimentos aos queridos Ana Mayrink, Mariana Rocha e Matheus Damasceno.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Post comemorativo ;D (parte II)

Pra fechar a festa, escolhi um poema mais antigo. Dos primeiros que escrevi pro blog, mas acabou ficando de fora por falta de nome. Here we go:

Epifania

Se fosse possível traçar uma lógica
No que eu sinto,
Eu diria que hoje eu precisaria de você
Muito mais do que precisei ontem
E infinitamente menos que amanhã.
Talvez isso seja progressão geométrica
Ou sei lá o quê.
Agora sabendo de verdade
Sei que devo lutar pra não depender de você
Aaah, quem me dera mandar no coração!
Coração bobo, que não sabe escolher!
Coração bobo, que escolhe justo quem não poderia escolher.
Aah, quem me dera gostar de quem gosta de mim!

Post comemorativo ;D

Ok, eu sei que chamar um post comemorativo de post comemorativo não o torna muito comemorativo (HAHA). Mas enfim, dia 13 de julho, além de ser dia do rock, é aniversário do blog. E a data merece sim uma postagem especial. E como eu me encontro em um bom momento, eu resolvi que  hoje serão postados dois posts, já que o Six Feet tá comemorando dois anos de vida.
Então, ligue o som no último volume e venha comemorar comigo, porque hoje é dia de "festa"! ;D


Mudança de planos

Juro que não queria mais fazer as malas. Tava me acostumando com a ideia de ficar ali com todas aquelas caras estranhas. Já não eram mais assim tão estranhas. Algumas já me pareciam tão amigas.

 Juro que não queria. Mas jurei a mim mesma que deveria seguir aquele sonho. Se ficasse, jamais saberei como teria sido. Mas vai estranho não te ter por perto.

Juro que não queria fazer as malas. Mas eu já jurei tantas coisas. Já fui tanta gente.  E já fui ninguém.

Juro que não sabia que queria ir. Juro que vou levar a melhor parte de tudo. Juro que não vou esquecer aquele sorriso. Assim como eu já jurei não me esquecer de você.

 Quanto vale um sonho? Tão impossível calcular quanto o valor de uma vida. É por isso, e só, que estou de novo fazendo as malas. É por apostar todas as fichas num futuro que só Deus conhece. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Fixação


Detesto o gosto de álcool. E cheiro de cigarro. E filmes cults. Detesto muito mais gente pseudo-cult. E os pseudo-bêbados.  Gente pseudo alguma coisa de forma geral.  Por que tanta gente precisa vender um estilo de vida que não é seu?

Confesso que muitas vezes não estou satisfeita comigo: Detesto o meu corpo, o meu cabelo (por que não sou como a Jennifer Aniston?) e minha inteligência abaixo da média que não me deixa entender, entre outras coisas, o porquê de tanta gente vender um estilo de vida que não é seu. Às vezes, pode acontecer de eu vender um estilo de vida que não é meu. Não sou a melhor pessoa do mundo.

Necessito ter o controle da situação. Detesto me apaixonar. Perco o controle. A direção. As estribeiras. Acho um saco pensar o dia todo em alguém. O dia todo.  Sonhar com o mesmo alguém todas as noites.  É como se tudo que eu fizesse, ganhasse uma parcela de você. E, a cada dia, essa parcela tem que ser maior.

Mas como fazer pra parar tudo isso? A única certeza é que seu olhar me faz bem.  Suas palavras, sua voz. E você nem era isso tudo no começo. Não tem nenhum botão de desligar? Ah, deve ser minha cabeça que anda meio vazia....

terça-feira, 12 de junho de 2012

Happy Valentine's day


Não é que eu não goste de casais apaixonados.  Eu até choro lendo romances e vendo comedias românticas. Acontece é que eu tenho preguiça. Muita preguiça. Parece que saem coraçõezinhos por aí. Ok, admito: tenho uma pontinha de inveja.  O negocio é que eu sempre estou sozinha. Será que eu sou assim tão estranha?

Uma vez recebi um conselho de que talvez eu devesse escolher menos. Sim, talvez o problema esteja comigo. Talvez. Mas talvez não seja eu que escolha demais.

Eu já não espero um homem perfeito. Aliás, eu não acho que exista alma gêmea. Pelo menos não para todos. Tem muita gente sozinha e não é por opção.

Será que existe alguém pra mim? Talvez eu o encontre em um dia desses. Provavelmente, eu estarei desarrumada, de cabelo assanhado e com cara de sono. Talvez ele não se importe. Talvez.

Talvez eu já o tenha encontrado. Numa esquina qualquer, na rua, no caminho pra aula... Talvez eu estivesse desarrumada e não chamei sua atenção. Talvez.  Já pensou? Talvez a  gente nem tenha se reconhecido.

Talvez ERA pra eu o ter encontrado. Naqueles cinco minutos que atrasei. Se tivesse saído na hora, talvez tivesse esbarrado nele. Ou naquele dia que sai mais cedo. Ou quando não prestei atenção na rua. Ou ainda quando eu mudei o caminho. É... Talvez.

Agora, convenhamos: se realmente existir alguém pra mim, qual a probabilidade de darmos certo? Espere até ele me ouvir reclamar e me ver de TPM.

Ok. Eu deveria me controlar e ele também. Tem gente que fica a vida inteira junto. Por que comigo daria errado?

Tem gente que não consegue manter um relacionamento. Por que comigo daria certo?

Devo ser especialista em paixões platônicas. Estas não deveriam ser consideradas paixões. É só um modo tosco de ruborizar quando se vê alguém e não conseguir falar nada. Vai por mim: não é nada bom.

Por que não tento fazer acontecer? Desculpe, mas é difícil tomar alguma atitude com a cara queimando de vergonha. Aliás, não acho que é meu dever ter atitude. Desculpe, é o que eu acho.

Paixões platônicas não me ajudam em nada. É a única coisa que tenho certeza de afirmar hoje em dia. Mas antes que vocês digam alguma coisa, sim, eu ainda acredito no amor. Quem sabe, não é?

Doze de junho. Dia dos namorados. Reza a lenda que as pessoas comemoram alguma coisa nesse dia. Reza a lenda.


P.S.: Juro que a intenção era acabar o texto há uns dois parágrafos. Na verdade, o texto não tem um “i” do texto que eu pretendia, mas o grand finale vai ser o mesmo. Com vocês, uma música pra ilustrar e um grande abraço de dia dos namorados.


Hoje a tristeza veio me visitar
Me contou que pretende me matar
Aos poucos
Levar um pouco de mim a cada dia.
E você?
Onde está?
Eu me abriria pra você
Se eu pudesse,
Se você me permitisse.
As lagrimas caem
Sem um porquê aparente.
E só agora me dou conta
De quão feio foi o dia,
Combina perfeitamente com o que eu sinto.
E a cozinha me parece
Tão atraente...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Carência

              Alguém deveria me ensinar como se cura a carência. Droga! Tá ficando cada vez mais difícil.
              Faz muito tempo que eu me prometi que eu não iria mais pensar em você. Mas a imagem de nós dois não sai mais da minha cabeça. Droga! Tá ficando cada vez mais difícil.
              O clima vem ficando cada vez mais desfavorável: inverno, carência e solidão. E saudade. Os casais apaixonados nas ruas e alguém me pedindo um sorriso também não ajudam muito. Droga! Tá ficando cada vez mais difícil.
              Alguém deveria me ensinar como curar a carência. Sem ter que me arrepender depois. Alguém deveria me dizer que vai ficar tudo bem. E me oferecer um ombro. E um colo. E um abraço. E (por que não? Quem sabe?) um pouco de amor.
              Enquanto esse alguém não aparece, vou ficar aqui, pensando em uma maneira de não mais pensar em você, do frio se amenizar e esperar até outra obsessão começar.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tears no more

O mundo continua
E eu aqui tentando me convencer
De que eu não quero você.
Tudo inspira alegria
E eu, de novo, me sentindo estranha.
Não me sentindo parte disso tudo.
Mais um carro passa na rua
E eu continuo a querer sumir daqui.
Você disse que nunca diria adeus,
Mas foi embora mesmo assim.

terça-feira, 6 de março de 2012

As curvas do caminho

A vida vai nos levando por caminhos novos,
Tortos.
O que eu queria não é o que eu tenho,
O que eu esperava do futuro se amenizou.
A vida é uma estrada cheia de curvas,
De pausas e de fins.
Às vezes, o ponto final é só o ponto de partida
E aquele olhar que você tanto precisava,
Já não é mais tão essencial assim.
É preciso enfrentar a estrada,
Fazer as curvas, escolher esquinas.
É preciso seguir adiante:
Botar os sonhos na cabeça
E guardar a saudade no coração.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Plenitude

Estranho não conseguir gritar a felicidade.
Quando tá tudo certo, o papel fica em branco.
Quando tá tudo em paz, a alma fica leve demais.
Estranho não desejar mais o impossível.

Abri os olhos e percebi que Deus está comigo:
Me deu mais do que eu merecia
E me tirou o que me fazia mal.

Estranho não querer gritar a felicidade.
Quando tá tudo certo, o papel fica em branco.
A vida lá fora já não me dá tanto medo assim.
Um misto de bravura e plenitude.

Os sonhos continuam sendo alimentados,
Mas os monstros, não.
Um misto de coragem e mansidão.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Novos rumos

Estranho não querer você presente

Nesse novo passo.
Estranho não pensar em você da mesma forma.
O meu mundo girava em torno de você.
E hoje eu sou feliz e só.
Olhando assim de fora, vejo que foi um erro.
Mas ainda não me arrependo.
Estranho o rumo que minha vida anda levando:
Pessoas novas, lugar estranho.
Você ausente.