quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Abrindo os olhos


Suas poucas palavras confirmam o que eu há muito suspeitava
Descobri que te perdi.
Seu silêncio ecoa na minha mente vazia.
E eu nem sei onde eu errei.

Fazem noites que não durmo
E meus olhos,
Mesmo com olheiras,
Ainda brilham a ouvir seu nome.

Minhas mãos ainda suam frio
E borboletas continuam a dançar no meu estômago
Enquanto eu vejo o que há muito desconfiava.

Beijos com sabor amargo,
Cachos que se espalham pelo ar,
Olhares fugidios
E eu sem nem saber onde errei.

Agora eu fico só em meio a multidão.
E só.
Fico acordada durante a noite
Tentando controlar meus insetos interiores.
Durante a madrugada, cá estou eu com o que me resta,
Maldizendo as borboletas.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A tela da TV


A cena que choca e te deixa sem ação.
A TV transmite a desgraça,
A tristeza toma conta do clima.
Tudo cinza, tudo escuro.
Tragédia, morte, destruição.
O pânico cobre o país.
A TV não transmite um simples filme de terror.
A vida que assusta,
Gente como a gente.
Gente que se foi.
A TV mostra a realidade
Mostra a crueldade.
Gente como a gente.
Poderia ter sido eu.
Eu não acredito no que vi.
Gente como a gente
Que só buscava ser feliz.