sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Dor, pudor e amor

Toda história de amor tem o mesmo fim.
Todos nós vamos para o mesmo lugar.
E nós dois sozinhos,
No meio de tudo,
No meio do nada.
O fogo cruzado, a cidade em ruínas.
E todo o mundo tem o mesmo fim.

E eu sozinha,
No meio do caos,
Sem nenhum cais,
Sem nenhum pedido de socorro.
A única ação é o pranto,
Sem planta, sem rima, sem refrão.
A única saída é a porta dos fundos,
O beco sem saída, o túnel sem fim.

Um coração que ainda bate,
Uma pessoa que já não vive.
Dor, pudor e amor.

Trancada nesse quarto, olho pela janela.
A paisagem não é nada agradável,
O tempo não é nada bom.

Os destinos cruzados resolveram derrubar castelos
(De areia).
Um misto de sentimentos.
Dor, pudor e amor.
E todo o mundo tem o mesmo fim.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Autenticidade

Dizem que sou louca,
Dizem que sou estranha.
Dizem que ando triste,
Dizem que só ando na minha.
Digo é que ninguém me vê de verdade
Digo é que nado contra a corrente.
(cansa um pouco, mas é mais divertido)
Os anos 80 ficam logo ali!
Se andar mais um pouco avisto Woodstock!
Viva La vida!
Se joga!
Pessoas iguais demais têm pontos de menos comigo.
Dizem que meu gosto é estranho:
Prefiro inverno, chuva, Humberto,
Livros, poesia, lucidez, estilo próprio,
Autenticidade.
Porque cada ser é único
(graças a Deus!)